Confira na integra:

Lamento que o simples recebimento de uma ação judicial e o deferimento de uma liminar, sem ainda ter sido sequer citado ou intimado, sem estabelecer sequer o contraditório e ampla defesa possa ser usado de maneira tão sórdida e covarde por aqueles que usam o Poder Judiciário para outras finalidades.

Não se faz política destruindo o outro. Se faz política com trabalho, dedicação e desprendimento. Eu aprendi que se a política não servir para melhorar a vida das pessoas, ela não serve para nada. Tenho um imenso orgulho e gratidão de ter tido a oportunidade de ser vice-prefeito e prefeito de São Lourenço do Sul, terra que nasci e amo muito.

Certamente não fizemos tudo, mas tenho a consciência tranquila de ter dado o meu máximo por nossa comunidade. Enfrentamos a enxurrada e recuperamos juntos nosso Município.

No caso da nossa Santa Casa, estávamos atrás de recursos para mantê-la de portas abertas. Viabilizamos, juntamente com a gestão da Santa Casa, a nova contratualização do Pronto Socorro Municipal, conquistams junto ao Ministério da Saúde, o repasse de mais R$ 100.000,00, por mês, somente para o custeio do Pronto Socorro, além de novos leitos do SUS com novos equipamentos.

Firmamos o convênio da Traumatologia no Município, com cirurgias e consultas do SUS aqui em São Lourenço do Sul, evitando que pacientes com pequenas e médias fraturas tivessem que se deslocar para Rio Grande.

Elaboramos o projeto de captação de recursos junto ao Estado para construção da UTI, do prédio, depois viria a luta pelos equipamentos, médicos, servidores e custeio, pois afinal tudo é uma caminhada. Sim, repassamos o recurso à Santa Casa, através de Lei Municipal, aprovada pela Câmara de Vereadores. A Santa Casa não tinha as negativas para receber o recurso direto do Governo do Estado. O recurso foi repassado e as obras nós eram informadas que estavam em andamento.

Pelo menos até o final de 2016, último ano de nosso Governo, me recordo que os recursos estavam depositados na conta da Santa Casa.

Se depois a obra parou e os recursos foram utilizados para outras finalidades dentro da instituição, certamente que o Gestores devem esclarecer os motivos, que de antemão presumo pelas necessidades mais urgentes, como médicos e trabalhadores, para não deixar o hospital fechar as portas.

Essa sempre foi uma luta, idepente de Governos Estaduais, fossem os do próprio do PT, ou do PMDB e outros. 
Difícil era fazer os recursos, que de direito, eram da Santa Casa ou do Município, na área da saúde, chegar até o município.

Lembro de uma ocasião que como Presidente em exercício da Azonasul, tive discussão áspera e dura com o então Governador Sartori sobre o iminente fechamento da Santa Casa de Rio Grande e da de São Lourenço do Sul. Após a reunião conseguimos descontigenciar os recursos e a vida continuou. Nunca foi fácil e não será fácil.

Destaco aqui a implantação da SAMU, que deixamos todo o território, interior e cidade, com Unidades Básicas de Saúde, todas novas, equipadas, com médicos, dentistas e com profissionais especializados. Viramos referência na formação de Psiquiatria, sendo referência regional nessa área.

Pegamos o Município com entorno de 20%, de ESF Estratégia de Saúde da Família e entregamos próximo à 100%.

Chegamos a ser o décimo Município em agendamento de consultas, exames e cirurgias pelo SUS no Estado. E olha que tinha um esquema paralelo, o do Fura Fila do SUS, que por meio escusos na política passavam pessoas daqui de São Lourenço na frente daqueles que aguardavam na fila.

Ainda, em parceria com colaboradores e a ajuda inestimável do lourenciano Paulo Hermann, construímos todo um complexo de normativas que viabilizaram via Condica e Conselho do Idoso a captação de recursos que viabilizaram a reforma e reconstrução do novo Hospital da Reserva.

Como diz aquela canção, não tenho tudo que quero mas fico feliz pelos presentes que a vida me trouxe. Minhas filhas são esses presentes. Também dá mesma canção finalizo dizendo que o importante não é a chegada no topo, o importante é caminhada.

Adelante aos que acreditam na ética humana, não na moral, pois essa é pregada conforme as conveniências e circunstâncias.

A mediocridade, intolerância e mau caratismo, daqueles que julgam e condenam sem que o próprio Poder Judiciário tenha todos os elementos com único propósito de aniquilar o adversário político é lamentável.

Política não é lugar de ódio, política é significado de esperança. A Política baseada na mentira gera desesperança e retrocesso a toda uma comunidade.

José Daniel Raupp Martins

Ex-prefeito de São Lourenço do Sul – Gestão Governo de Todos.”