Pedra preciosa foi encontrada com homem no bairro Niterói

Uma carga de esmeralda, avaliada em mais de R$ 3 milhões, foi apreendida em Canoas entre a noite dessa segunda e a manhã desta terça-feira durante a operação Garimpo. A ação foi desencadeada pela Polícia Civil para desarticular rotas nacional e internacional de vendas ilegais de pedras preciosas. Segundo a Polícia Civil, um homem foi preso depois de sair de Parobé e ser abordado no bairro Niterói, localidade de Canoas. Ele dirigia um carro que serviria para transporte por aplicativo.

Conforme a Polícia Civil, cada pedra de esmeralda encontra custa em torno de R$ 4 mil no atacado nacional e até R$ 20 mil no varejo. Cerca de dois quilos foram apreendidos na ação de hoje, totalizando 710 unidades já lapidadas. Avaliada por um especialista, a carga foi considerada pura e de alta qualidade.

As pedras foram encontradas após dois meses de investigações. O homem foi abordado por policiais que integram a 1ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul, liderada pela delegada Luciane Berttoletti. “Ele foi acompanhado e monitorado durante o período”, observou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ªDPRM), delegado Mário Souza. “Na noite dessa segunda-feira, foi flagrado com a carga absurda de dois quilos de esmeralda”, acrescentou.

O diretor da 2ª DPRM ainda revelou que o homem teria tentado subornar os policiais civis no momento da prisão. “Ele ofereceu um quilo de esmeralda”, relatou Souza. Mário Souza afirmou que no mercado asiático a pedra preciosa teria um valor incalculável em dólares.

Investigação para mapear rotas 

A delegada Luciane Berttoletti relatou que a investigação será agora intensificada para mapear toda a rota nacional e internacional de pedras preciosas. Um dos objetivos, por exemplo, é saber quem entregou ao homem os dois quilos de esmeralda, dentro de uma maleta, em um posto de combustíveis em Parobé, antes dele retornar para Canoas.

Conforme a titular da 1ª DP de Sapucaia do Sul, as pedras já lapidadas acabam sendo vendidas clandestinamente, com preços abaixo de mercado, para ourives que vão transformá-las em joias e para depois serem vendidas no comércio. “É um comércio ilegal sem certificação”, frisou. A delegada acredita que as esmeraldas vieram da Bahia. “Não descartamos outros envolvidos”, antecipou. O indiciamento inicial será pelo crime contra a ordem econômica, mas outros delitos devem ser incluídos no inquérito.