Um mulher alegou que “achou” as cédulas após o assalto na cidade

Duas mulheres e um homem foram presos na tarde de sábado pela Brigada Militar (BM), em Campina das Missões, por terem ficado com mais de R$ 20 mil do dinheiro roubado no ataque ao Banco do Brasil de Porto Xavier, que ocorreu em 24 de abril.

O 4º Batalhão de Polícia de Área de Fronteira (4º BPAF) havia sido alertado sobre a realização de compras no valor de R$ 1.150,00 com cédulas sujas e molhadas em uma cooperativa da região.

A denúncia apontou o nome de uma mulher. Os policiais militares abordaram ela quando chegava na residência com uma Ford EcoSport. Toda a quantia em dinheiro estava dentro de uma bolsinha no porta-malas. Além disso, um revólver calibre 38 com registro vencido desde março de 2014, junto com munição, também foi encontrado e apreendido dentro da moradia.

Os policiais militares constataram que a casa fica localizada quase em frente ao local onde havia sido encontrado abandonado um Renault Sandero usado na fuga pela quadrilha após o assalto bancário. Tendo negado em um primeiro momento, a suspeita alegou que “achou” as cédulas após a descoberta dos policiais militares. A mulher e dois familiares foram detidos pelo crime de receptação sendo encaminhados para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Santa Rosa.

Criminosos

Até o momento, cinco suspeitos do ataque foram presos. Outros dois morreram – um deles em confronto com a polícia, e o segundo foi localizado morto no matagal, vítima de doença. Ele era diabético e sofria de bronquite. Conforme laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP), não resistiu a dias isolado dentro da mata, sem insulina e sob chuva e frio.

A polícia ainda segue as buscas por um dos foragidos. Ezequiel Trindade é considerado de alta periculosidade. Ele é o principal suspeito de ter matado o soldado Fabiano Heck Lunkes, em confronto com a polícia um dia após o assalto.

Dinheiro roubado

Em relação ao dinheiro levado no roubo, em grupos de WhatsApp usados pelos policiais circula a informação de que os criminosos podem ter levado em torno de de R$ 1 milhão e que cerca de metade do valor já foi recuperado. De acordo com o delegado Heleno dos Santos, responsável pela investigação, o gerente da agência pediu para manter as cifras em sigilo, como medida de segurança. Ainda conforme o policial, não é possível afirmar que o restante do dinheiro esteja unicamente sob a posse do foragido.