Conforme o Le Parisien, heptacampeão de F1 será operado por Philippe Menasché, pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência cardíaca

O ex-piloto Michael Schumacher está fazendo um tratamento médico em segredo no Hospital Georges Pompidou, em Paris, afirmou nesta segunda-feira o jornal francês Le Parisien. De acordo com a publicação, o heptacampeão de Fórmula 1 será submetido a transfusões de células-tronco com o objetivo de se obter uma ação “anti-inflamatória sistêmica”. O procedimento deve ser aplicado pelo cirurgião cardíaco Philippe Menasché, pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência do coração. O médico também faz parte do conselho de administração do Instituto do Cérebro e da Medula Óssea do Hospital Pitié-Salpêtrière, também na Cidade Luz.

Menasché e a direção do Georges-Pompidou não confirmaram nem desmentiram as informações, usando o argumento do segredo médico. De acordo com o Le Parisien, a internação ocorreu às 15h40min (hora local), na Unidade de Monitoramento Contínuo do Departamento de Cirurgia Cardiovascular., e maca que levava ídolo das pistas estava coberta por uma manta azul marinho que  tapava completamente seu corpo e rosto. Um dispositivo de segurança composto por cerca de dez pessoas acompanhou o andamento.

Segundo fontes concordantes, Schumacher fez pelo menos duas visitas ao Hospital Europeu Georges Pompidou na primavera passada. Nas duas vezes, ele chegou de helicóptero da Suíça e desembarcou no heliporto de Issy-les-Moulineaux (Altos do Sena), não muito longe do estabelecimento. Em sua primeira estadia em Paris, teria sido submetido a exames médicos no hospital universitário de Pitié-Salpêtrière, localizado em Paris. No final de julho passado, o piloto deveria retornar para uma nova sessão no Pompidou, mas um inesperado problema de saúde o impediu. O tratamento foi adiado para este início de semana, data do retorno das férias do professor Menasché.

Schumacher está com 50 anos. Aposentado definitivamente da Fórmula 1 em 2012, ele sofreu grave acidente de esqui no dia 29 de dezembro de 2013, nos Alpes Franceses, ao bater a cabeça em uma pedra. O ex-piloto fazia um traçado fora da pista convencional. O impacto, inclusive, foi filmado por uma câmera fixada no capacete do alemão. As imagens foram utilizadas na investigação. O alemão deixou o hospital após seis meses internado e, depois disso, quase não houve informações oficiais divulgadas. A família vem resistindo a informar sobre as condições de saúde do piloto, o que deu margem a diversas especulações nos últimos anos. A maioria não foi desmentida pela família.

O estado de saúde de Schumacher é o maior mistério do esporte atual. A empresária e assessora de Schumacher, Sabine Kehm, afirma que não pode passar informações, pois precisa atender o pedido da família, que evita divulgar quaisquer dados sobre o estado de saúde do alemão. Apesar disso, especulações, entrevistas de amigos e reportagens da imprensa europeia continuam a circular. Segundo o jornal inglês Daily Mail, por exemplo, o ex-piloto não está em coma nem respira com a ajuda de aparelhos.

No começo de dezembro do ano passado, o ex-chefe de Schumacher na Ferrari e atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, deu outros detalhes. O dirigente contou ao jornal alemão Auto Bild ter acompanhado o GP do Brasil de Fórmula 1 ao lado do amigo, na cidade suíça de Gland.