A modelo Najila Trindade, que registrou boletim de ocorrência contra Neymar, acusando-o de estupro, foi indiciada pela Polícia Civil de São Paulo por denunciação caluniosa, fraude processual e extorsão. A decisão foi tomada nesta terça-feira (10), após a conclusão de dois inquéritos que tramitavam no 11º Distrito Policial (DP), de Santo Amaro, em conjunto com a 6ª Delegacia de Defesa da Mulher.

Além da modelo, o ex-marido, Estivens Alves, também foi indiciado. No caso dele, os crimes seriam de fraude processual e por divulgar material com conteúdo erótico de Najila. De acordo com as autoridades, o homem mandou as imagens a um repórter.

Os inquéritos, que seguem sob segredo de Justiça, foram encaminhados ao Tribunal de Justiça para apreciação dos representantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O caso teve início no dia 10 de junho, quando a modelo alegou ter sido violentada pelo atacante brasileiro em um hotel em Paris, na França. À época, porém, laudos do Instituto Médico Legal (IML) não constataram nenhum sinal de violência na mulher, a não ser uma lesão no dedo, ocorrida no dia seguinte ao suposto estupro. Por isso, no dia 8 de agosto, o caso foi arquivado pela juíza Ana Paula Gomes Galvão Vieira de Moraes, da Vara da Região Sul 2 de Violência Doméstica Familiar, acatando um pedido do Ministério Público de São Paulo.