Gestores acusados de 200 estelionatos teriam fraudado nota fiscal até para contratar um pai de santo

O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (6), a formalização da denúncia criminal contra envolvidos em fraudes que ocorreram na gestão 2015/2016 do Internacional. O prejuízo do clube superou R$ 13 milhões.

A denúncia criminal foi formalizada contra 14 pessoas, entre ex-dirigentes, profissionais liberais e empresários de jogadores de futebol pelas supostas fraudes. Na coletiva, o MP apontou 200 casos de estelionato, 150 fraudes em documentos, casos de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A primeira denúncia é repartida em duas, uma referente ao núcleo “finanças e patrimônio” e outra do “futebol”. Entre os denunciados pelo MP, estão o ex-presidente Vitorio Piffero e os ex-vice-presidentes Pedro Affatato (Finanças), Emídio Marques Ferreira (Patrimônio) e Carlos Pellegrini (Futebol). Em um segundo momento também devem ser denunciados os ex-vice-presidentes Alexandre Limeira (Administração) e Marcelo Castro (Jurídico). A investigação a respeito deles segue em andamento.

De acordo com Ministério Público, o ex-vice-presidente de Futebol, Carlos Pellegrini, teria obtido mais de R$ 230 mil em comissões para concretizar negociações de jogadores como Paulo Cézar Magalhães, Cláudio Winck, Alisson, Ariel e Réver.

A investigação ainda aponta que cerca de R$ 10 milhões teriam sido desviados em benefício do ex-vice-presidente de Finanças, Pedro Affatato, por meio de apresentação de notas fiscais com serviços fictícios para justificar saques de dinheiro do clube. Empresas da família do ex-vice de finanças teriam sido usadas para lavagem de dinheiro. Dois irmãos de Affatato também foram denunciados. Os gestores teriam fraudado nota fiscal inclusive para contratar um “pai de santo”. Já o ex-vice-presidente de Patrimônio, Emídio Marques Ferreira, teria recebido R$ 53,4 mil em sua conta pessoal e de uma empresa de sua propriedade.

Confira a lista de denunciados:

Vitorio Piffero, ex-presidente

Pedro Affatato, ex-vice de Finanças

Emídio Marques Ferreira, ex-vice de Patrimônio

Carlos Pellegrini, ex-vice de futebol

Carlos Eduardo Marques, engenheiro do clube

Ricardo Bohrer Simões, empresário

Adão Silmar de Fraga Feijó, contador

Paola Affatato, empresária e irmã de Pedro

Arturo Affatato, empresário e irmão de Pedro

Rogério Braun, empresário de futebol

Paulo Cézar Magalhães, tio do ex-lateral do Inter de mesmo nome

Giuliano Bertolucci, empresário de futebol

Fernando Otto, empresário de futebol

Carlos Alberto de Oliveira Fedato, empresário de futebol