Do total de pessoas vivendo em casas sem saneamento básico, 63%, ou 46,526 milhões de pessoas moram no Norte ou no Nordeste

Apesar da mazela, o acesso à internet, disponível para 166 milhões de brasileiros, segue crescendo rapidamente. Do total de pessoas vivendo em casas sem esgoto, 63%, ou 46,526 milhões de pessoas moram no Norte ou no Nordeste.

No Norte, 79,3% dos habitantes moram em domicílios sem esgoto sanitário. No Nordeste, a proporção da população local vivendo nessas condições é de 57,1%, também acima da média nacional. “Não é só o fato de ser população mais rural. Os próprios domicílios urbanos do Norte e Nordeste têm menos acesso a saneamento que os outros domicílios urbanos de outras regiões”, afirmou Bruno Perez, técnico da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

O quadro mudou pouco nos últimos anos porque a proporção de pessoas em casa sem coleta de esgoto em 2016 era de 36,3%. No Norte, a mazela diminuiu entre 2016 e 2018, mas muito pouco, de 82,3% da população total da região para os 79,3% atuais. Mesmo sem coleta de esgoto em casa, as famílias brasileiras possuem bens como geladeira e telefones.

Em 2018, 96,0% da população residia em domicílios com pelo menos um aparelho telefônico de linha fixa ou ao menos um morador com aparelho celular. A geladeira estava presente no domicílio de 98,3% dos brasileiros. Com a tecnologia móvel, a disseminação dos celulares leva a internet para a maioria da população: 79,9% dos brasileiros vivem em lares com internet, fixa ou móvel. Isso que dizer que 166 milhões de brasileiros já têm algum acesso à rede.

Mesmo na população vivendo abaixo da linha de pobreza, 65,9% têm internet em casa, seja móvel ou fixa. “O acesso (à internet) é principalmente por celular”, disse Perez, do IBGE. O acesso cresce rapidamente, pois, em 2016, 68% dos brasileiros viviam em lares com internet. Na prática, entre 2016 e 2018, 26,934 milhões de pessoas passaram a ter algum acesso à rede em casa.